O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realiza nesta quinta-feira (23) uma nova reunião na unidade da multinacional chinesa Midea, em Pouso Alegre, para acompanhar as medidas adotadas pela empresa após a denúncia de agressão contra um funcionário e apurar outras reclamações relacionadas às condições de trabalho na fábrica.
O caso ganhou repercussão regional e nacional após um trabalhador denunciar que teria sido agredido por um gerente chinês durante o expediente, em 15 de junho. Segundo o relato da vítima, o gestor teria desferido socos e atingido suas costelas com uma gaxeta, peça de borracha utilizada na vedação de portas de geladeiras.
A denúncia provocou uma forte mobilização entre os funcionários. No dia 23 de junho, cerca de 1.200 trabalhadores interromperam as atividades por aproximadamente uma hora e realizaram um protesto dentro da fábrica em solidariedade ao colega que afirmou ter sido vítima da agressão.
Segundo o superintendente regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Carlos Alberto Calazans, o encontro desta quinta-feira tem como objetivo verificar se a empresa cumpriu os compromissos assumidos na reunião anterior e avaliar as melhorias implementadas no ambiente de trabalho.
Além da denúncia de agressão física, o Ministério do Trabalho informou que recebeu novas reclamações envolvendo a unidade da Midea em Pouso Alegre. Entre elas estão relatos de restrições ao uso dos banheiros, dificuldades de circulação nas dependências da fábrica e possíveis casos de assédio moral.
De acordo com o órgão, todas as denúncias serão analisadas durante a reunião e a fiscalização para verificar se as irregularidades apontadas foram corrigidas e se a empresa está cumprindo a legislação trabalhista, bem como as normas de saúde e segurança no trabalho.
A reunião faz parte do acompanhamento realizado pelo Ministério do Trabalho desde a denúncia de agressão. O objetivo é garantir que as medidas anunciadas pela empresa sejam efetivamente implementadas, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro, respeitoso e adequado aos funcionários.
Até o momento, o Ministério do Trabalho não informou se novas medidas poderão ser adotadas após a fiscalização. A expectativa é que o encontro sirva para avaliar os avanços obtidos pela empresa e definir os próximos encaminhamentos relacionados às denúncias apresentadas pelos trabalhadores.